Este Post não visa no entanto falar da cidade em si nem tão pouco dos acontecimentos históricos de que ela resulta. Este Post, fala de mais uma celebração do solstício de verão e das origens de um culto ancestral que remonta, com sempre, ao tempo da Cultura Castreja.
O culto da montanha processa-se assim como tantos outros no Noroeste Ibérico. A ocupação inicial, interrompida a partir da romanização, não fez com que as crenças aí desenvolvidas durante milhares de anos cessassem de um dia para o outro. Estas foram mitificadas, cristianizadas e, hoje em dia, comercializadas. Invariavelmente, os santuários que se situam nos altos dos montes continuam a serem emblemas da nossa cultura e locais de atracção especiais onde o religioso, profano, e pagão se mistura com a paisagem, fragas, e antigas florestas.
O Monte que hoje se chama Penha, é na verdade o monte de Santa Catarina. Esta, a padroeira dos caçadores, teve a honra de sacralizar esta serra onde, há séculos atrás, apenas os caçadores se arriscavam. Foram estes mesmos caçadores que encontraram o célebre ermitão Guilherme Merino que tinha escolhido uma das numerosas cavernas naturais como exílio. Assim, a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha continua a organizar em sua honra, e dedicada aos caçadores da região, as festividades que viram a luz do dia em 1931. O dia de 21 de Junho, equinócio de Verão, não foi escolhido por acaso. O fundo de todas as celebrações deste mês é sempre o mesmo.
Segundo Elisabete Pinto e Paulo Barroso na obra "Penha Retrospectiva Iconográfica e Sacralização da Montanha (Guimarães, 2005)", Santa Catarina aparece como tendo forte papel no folclore local. Para os Vimaranenses, esta incorpora uma forte pastora protectora dos povoados da serra. A devoção, sendo tal, deu na lenda de Santa Catarina. citando o Diário do Minho sobre este assunto:



Foram elevadas a cidade as localidades de Valença (Viana do Castelo), Senhora da Hora (Matosinhos), S. Pedro do Sul (sede do concelho).
À categoria de vilas passaram as localidades de Castro Laboreiro (Melgaço) e Soajo (Arcos de Valdevez), ambas no distrito de Viana do Castelo, Arões de S. Romão (Fafe), no distrito de Braga, Lordelo, distrito de Vila Real, e Ancede (Baião), Guifões (Matosinhos), Vilarinho (Santo Tirso), Senhora Aparecida (Lousada) e Madalena (Vila Nova de Gaia), todas no distrito do Porto.
O grande abandono das aldeias por toda a região, uma parte em direcção aos grandes centros e outra parte rumo a outros países do mundo, não demoveu a capacidade ancestral desta região se afirmar e renovar a nível demográfico.
Contudo, quero acreditar que algumas destas novas elevações tem no seu âmago o objectivo de evitar o abandono do interior e torna-se um atractivo a nível económico-social, particularmente, atractivo turístico para determinadas zonas como Soajo, Castro Laboreiro e São Pedro do Sul.







