segunda-feira, 31 de março de 2014

Haja quem defenda a herança Atlântica do Norte de Portugal!

É sempre um prazer verificar que existem políticos de qualidade por entre esta amalgama incoerente e inconsciente que são os Portugueses.

Rui Moreira, um nome quase unânime  entre os Portuenses, é um dos que conhece a sua terra e as suas gentes. Vira-se para quem deve virar-se e desenvolvem projectos que projectam o nome e cultura da sua cidade / região em detrimento de uma subserviência passiva para com opiniões e realidades de outras terras.

Todo Portugal é Atlântico. Mas apenas o Norte tem um clima que o é mais do que Mediterrânico. Haja quem defenda o que somos e não o que os outros querem que sejamos.



A Coruña y Oporto crearán una alianza estratégica junto con una ciudad francesa para impulsar la cocina atlántica y proyectos en el terreno de las smart cities

Tras dos días de trabajo, ambas ciudades avanzan en una agenda común que les permita acceder a las próximas convocatorias europeas de finales de año y principios de 2015.

El alcalde de A Coruña, Carlos Negreira, acompañado por su homólogo de Oporto, Rui Moreira, informó esta mañana de los asuntos en los que ambas ciudades comenzarán a trabajar conjuntamente, tras los encuentros sectoriales mantenidos ayer y la reunión de trabajo que se celebró hoy con representantes de los sectores sociales y económicos de la ciudad: "Ha sido un encuentro fructífero en el que hemos encontrado más puntos en común de los previstos inicialmente. El turismo, la cultura, las nuevas tecnologías y la cohesión social entre ciudades marcarán nuestras prioridades", resumió Negreira, quien subrayó el impulso de la gastronomía atlántica y de las nuevas tecnologías en el ámbito de las smart cities como dos de los principales objetivos que se llevarána cabo entre A Coruña, Oporto y una ciudad francesa.

El alcalde coruñés detalló las principales líneas en las que las dos ciudades se pondrán a trabajar "cuanto antes":

- TURISMO: Tal y como explicó Carlos Negreira, se ha alcanzado un acuerdo para la promoción turística entre ambas ciudades de tal manera que A Coruña se promocionará en Oporto y viceversa a través de diferentes campañas turísticas. Además, los propios profesionales del sector turístico realizarán distintas acciones basadas en el intercambio de experiencias.

- PROYECTOS EUROPEOS: NUEVAS TECNOLOGÍAS y GASTRONOMÍA: Los dos ayuntamientos han empezado a trabajar en una agenda común de proyectos europeos que les permitan participar en las convocatorias previstas para finales de este año 2014 y principios de 2015 relativas a las nuevas tecnologías y, en concreto, a las smart cities. También se ha planteado potenciar la cocina atlántica a través de una acción que se desarrollará de forma conjunta con una ciudad francesa que queda por determinar. El alcalde recordó la importancia de diseñar proyectos comunes a varias ciudades para optar a los fondos europes previstos en el periodo 2014-2020, ya que la propia Unión Europea exige la colaboración entre ciudades a través de alianzas y estrategias.

- CULTURA: Se impulsará el intercambio cultural entre A Coruña y Oporto que pasará, por ejemplo, por aprovechar sinergias y rotar exposiciones.

- COHESIÓN SOCIAL: Se han sentado las bases para iniciar un programa que favorezca la cohesión entre las dos localidades a través del fomento de visitas que permitan a los ciudadanos conocer A Coruña y Oporto a través de un trabajo in situ. Se dirigirá a todo tipo de población con especial incidencia en los más jóvenes.

El alcalde de A Coruña avanzó que en el mes de septiembre está previsto un nuevo encuentro, esta vez en Oporto, al que también asistirán representantes de los sectores sociales y económicos, para seguir avanzando en la agenda común de las dos ciudades. Rui Moreira, por su parte, destacó la importancia de promocionar conjuntamente las dos ciudades como destino turístico fuera de Europa.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cabeceiras de Basto em 1975 - O Povo e a Música

Porque ainda não morri.

E porque este documentário merece. Só passaram 40 anos? Parecem imagens de outra civilização.... E não é que são mesmo?

sábado, 6 de outubro de 2012

Bento da Cruz - 1986 - Historias da Vermelhinha


Bento da Cruz é mais um daqueles autores através dos quais se pode respirar a plenos pulmões os perfumes do passado.

A sua obra é um hino a uma cultura desaparecida. Uns tempos  diferentes em que muitos aspectos da vida eram reflexos perfeitos de antigas e misteriosas civilizações.

Em muitos dos seus contos vê-se referência a Celtas e à vizinhança com os vizinhos Galegos.

A obra de Bento da Cruz, bem que apenas virada para o relato do que era a região Barrosã há mais de 70 anos, acaba por dirigir-se para uma inevitável constatação de pertença cultural ancestral.

Tal como outros da mesma valiosa e raríssima estirpe (como Camilo, Torga etc), por falar do que vê, do que sente e do que sabe, as menções ocasionais a temas que nos dizem respeito aparecem:



Será fácil rir-se às gargalhadas com este grande contador de histórias. Facilmente nos imaginamos numa daquelas aldeias que, há bem pouco tempo "ainda floresciam de vida".

Deliciar-se com o humor ingénuo dos nossos antepassados, através da voz genuína de Bento da Cruz é não só relembrar (ou descobrir) o modo de vida dos nossos avós como, também, uma lição profunda de etnografia contada por uma pessoa que, de facto, recolheu e viveu aspectos de uma era aniquilada pelo "progresso".


domingo, 2 de setembro de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Há mais Braga... para além da romana!


Boas notícias para aqueles que, como nós, reclamávamos com a insistência de certos municípios em promover uma história "a preto e branco" (mas sem o preto, ou sem o branco) para fins comerciais e de imagem.

A Braga Romana, sendo um circo que não representa absolutamente nada a realidade da época (ver aqui), não só induz gerações em erro sobre as suas origens como, mais grave ainda, permite a aniquilação da memória de uma cultura ancestral e cujos muitos aspectos, cada vez mais ténues e esbatidos pela vida moderna, fundamentam alguns dos nossos comportamentos.

Porém, de vez em quando, algumas iniciativas de valor aparecem:
  

Entre 19 e 22 de Julho, o centro da cidade vai ser transformado num castro da Idade do Ferro, numa iniciativa que pretende divulgar o povo que habitou Braga há três mil anos: os brácaros. O desafio partiu da Associação dos Artesãos do Minho e foi de imediato acolhido pela organização da Braga 2012: Capital Europeia da Juventude. Associam-se ainda ao evento a JovemCoop —Jovem Cooperante Natureza / Cultura, a Junta de Freguesia de Maximinos e o Museu D. Diogo de Sousa. O evento vai decorrer no Largo de São Francisco, Rua do Castelo, Rua de Janes e Largo de São João do Souto.

Além do povoado castrejo, delimitado por uma muralha com dois pórticos de entrada, o evento ‘Povoado dos Brácaros’ contará ainda com um mercado alusivo à época, uma praça da alimentação, muita música celta a animar as ruas e recriação de alguns rituais daquela época, concretamente um casamento e um funeral. A organização aposta ainda na vertente lúdico-pedagógica, com ateliers alusivos ao tema em que já estão inscritas cerca de 400 crianças que frequentam ATL’s no concelho. Destaque ainda para uma conferência sobre a cultura castreja, pelo arqueólogo Gonçalo Cruz, responsável pela Citânia de Briteiros.


Projectar a cidade mais antiga


Na apresentação do evento ‘Povoado dos Brácaros’ ontem à comunicação social, o vereador Hugo Pires realçou que um dos objectivos da CEJ passa por mostrar as nossas raízes, costumes e história.

“O que aqui se pretende é isso: mostrar aos bracarenses o povo que habitou esta região antes dos romanos”, realçou, enfatizando a aposta em projectar a marca Braga como a cidade mais antiga de Portugal”.

O presidente da JovemCoop, realçou que a associação se associa à iniciativa pela sua componente histórica. Ricardo Silva sublinhou que “Braga tem muito mais para desvendar sobre a sua história”. Neste caso, o evento mostra Braga na Idade do Ferro e Ricardo Silva destaca que nas elevações em volta da cidade de Braga a cultura castreja é muito expressiva.

Deste evento, o líder da JovemCoop espera que saia a ambição de mostrar “outras Braga’s para além da romana”, porque também existe a barroca, a medieval e muitas mais. 

“Braga é poli cronológica. A JovemCoop defende que a sua história deve ser contada como um todo e não apenas dando destaque a um período”, argumentou.

Já Perpétua Ferreira, técnica do serviço educativo do Museu D. Diogo de Sousa, explicou que os ateliês para crianças vão decorrer nos dias 19 e 20, sublinhando a elevada adesão dos ATL ao evento. Realçou ainda que as crianças vão trabalhar sobretudo com materiais reciclados.

Luís Pedroso, em representação da Junta de Freguesia de Maximinos, elogiou a iniciativa da Associação dos Artesãos do Minho e a reafirmou a disponibilidade da autarquia local apoiar o evento naquilo que lhe for possível. O repto está lançado: durante quatro dias os bracarenses são convidados a recuar três mil anos e conhecer como era Braga na Idade do Ferro.


http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=62701

Não espero nada de especial deste evento que, certamente, não terá qualquer semelhança em dimensão com a Braga Romana.

Porém, quando não há pão, até as migalhas vão.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Do outro lado do rio

Interessante projecto em que estudantes Galegos vieram, durante um mês, descobrir o povo do Porto. Mas não foi só o povo do Porto. Foi também a língua Portuguesa, a cultura dos seus vizinhos "Do outro lado do rio".

Pena é que não hajam mais iniciativas do tipo. Ainda mais penha tenho que, nesta relação de irmãos, apenas os Galegos de hoje se interessem pelos Portugueses. Os Portugueses, esses, raramente se interessam pelos Galegos.

A língua, que os Galegos tanto estimam (tanto a variante deles como a nossa), é uma fonte de interesse e de descoberta pessoal. Porém, se eu fosse Galego, perguntar-me-ia porque é que é comum interessar-se pela língua dos Portugueses e, os Portugueses, tão pouco se importarem com a Galega.

É que nesta coisa complicada, e falo do Galaico Lusitanizado e do Galaico Castelhanizado, nenhuma vale mais do que a outra. São ambas duas faces da mesma moeda.