terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pressão urbanística ameaça património arqueológico em Fafe!


"A Associação do Património Histórico e Arqueológico de Fafe reivindica a protecção de dois túmulos pré-históricos (mamoas) ameaçados por uma forte pressão urbanística. Um dos túmulos foi soterrado por depósito de entulhos e o outro está a escassos metros de uma moradia."

Actualizando este espaço com o perfeito exemplo das aberrações urbanísticas e patrimoniais que surgem todos os dias no Norte de Portugal.

Desta vez, um importante local do concelho Fafense está prestes a ser destruído com mais betonagem barata patrocinadas por, provavelmente, emigrantes que querem a sua casinha "A la Française" como todos os outros.

De uma só vez se pode assistir a mais uma ocupação de território indevida (pois, no artigo completo, sabe-se que este local estaria supostamente protegido contra a construção num raio de 50 metros.), degradação ambiental pelo despejo de lixo e aberração contra o património pré-histórico da região.

O canibalismo com que consumimos e degradamos os nossos recursos não tem fim. Portugal é um país com um atraso cultural imenso onde as pessoas, na sua santa ignorância, não se dão conta do que fazem.

Esta situação, num país normalmente civilizado nunca seria possível e logo seria valorizada a urbanização com uma interessante museolização "In Situ".

Contudo, o que se verifica é um completo atestado de deficiência mental por parte das autoridades passando pela câmara, junta de freguesia e, porque não, culpando os moradores que não tem a inteligência nem a sensibilidade de verem o que se está a passar.

Estas frequentes situações são as que mais me fazem ter vergonha do meu povo.

http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=36408

3 comentários:

Paulo César disse...

Excelente programa da RTP1 sobre o Couto Mixto. Tenho de lá ir.

Maria disse...

Olá Galaico,

Não foi ainda há muito tempo que eu e uns amigos procurávamos um menir perto de Esposende, que não conseguimos visitar, porque estava dentro de uma propriedade privada, um campo de milho. Quando procurávamos o menir, perguntamos a um jovem de 18 ou 19 anos, que passava por ali, se nos podia dizer onde era. E nunca me vou esquecer do ar de espanto dele e do modo como nos disse: "Mas porque é que querem lá ir? É só uma pedra..."

Mas há outros exemplos. Não posso deixar de referir o orgulho dos putos, de 10 ou 12 anos, que nos disseram onde ficava a Mamoa da terra deles, a Mamoa de Lamas. Mais do que isso, informaram-nos que àquela hora o parque já estava fechado, mas bastava ir à casa do presidente da junta, ali ao lado, que ele vinha abrir. E assim foi. E não se pense que nos atendeu com ar aborrecido, muito pelo contrário, foi uma simpatia!

Fica a sugestão: se tiveres tempo, e se assim o entenderes, faz um post sobre a Mamoa de Lamas, um belo exemplo aqui de Braga e certamente um exemplo a seguir. Uma mamoa recuperada, preservada num espaço fechado, e dignificada com um belo jardim à sua volta. Um motivo de orgulho e um cartaz turistico de Lamas.

O Galaico disse...

Ola Maria!

Eu conheço bem a mamoa de Lamas.

Foi pensando nela que falei do exemplo da museolização em espaço urbano.

O artigo completo falava também da necessidade das populações terem orgulho e conhecerem a história das suas raízes.

Só assim se pode preservar o património.

No entanto, muitas das nossas terras estão povoadas por provincianos ignorantes convencidos que já não o são quando, na verdade, nunca o foram tanto.

Depois, é de admitir que é mais fácil encontrar em Braga alguém sensível à história e herança cultural do que nos subúrbios de Fafe...