terça-feira, 12 de agosto de 2008

Diz-me o que cantas e dir-te-ei quem és!

6 comentários:

JMTinoco disse...

Novamente se perfila a candidatura do património imaterial galaico-duriense. Dado tratar-se de um conteúdo tão especial, esta candidatura tem de ser muito bem elaborada, o que não tem acontecido, de forma a que tão valioso património seja reconhecido pela UNESCO. Este filme é um exemplo do que se poderia fazer, usando as novas tecnologias que temos à mão, para perservar e divulgar tão rico património. Julgo porém que era possível melhorar a qualidade, fazendo uma recolha intencional e não casuística

O Galaico disse...

Sr. JMTinoco.

Achei curioso o nome que deu a candidatura. Porque "Galaico-Duriense"?

Pessoalmente e por razões mais que óbvias, acho que esta deveria chamar-se apenas candidatura do património imaterial GALAICO e ponto final.

O nome que lhe dão hoje: Candidatura Portu-Galega é uma aberração visto que Portugal não está lá representado como país mas apenas o Norte como sendo a mesma região natural que a Galiza.

Neste momento a candidatura esta em perigo por Lisboa, de uma forma incompreensivel, não validar o seu apoio à candidatura.

Enquanto que as autoridades Galegas já prepararam tudo e estão à espera dos nossos passos, lisboa está silenciosa e não responde a ninguem quando estes exigem explicações e a validação do movimento na parte Portuguesa.

Simplesmente incrivel!

Muitos acham que é uma vingança por o movimento ponte nas ondas não aceitar Portugal como país na candidatura mas apenas o Norte.

Parece que comos conceitos de euro-região, eixo-atlantico, o futuro TGV e o cada vez maior empenho economico e social entre as duas regiões, lisboa tem algum receio em permitir ainda mais motivos para que Galiza e Norte de Portugal se aproximem ainda mais..

Deve de haver alguns loucos la por baixo com medo que algum evento histórico louco aconteça..

JMTinoco disse...

Já critiquei os autores do põe-te nas ondas por apresentarem a candidatura com o nome "património imaterial Galaico-Portugues" Na verdade trata-se do Património Galaico-Duriense sem que isto queira parecer qualquer grito do Ipiranga. É que do que se está a falar é património imaterial de uma região onde desde sempre se falou uma linguagem com muitos Bês e poucos Vês, onde o CH se diz correctamente como TCH e donde derivou a actual Língua Portuguesa, o Galaico-Duriense a que o rei D. Dinis deitou mão para substituir o latim romano. É deste património que falamos na candidatura. Dos costumes, das cantigas, dos saberes, dos dizeres, das preces... destas gentes galegas e nortenhas de Portugal, que as perservam e não se importam de ser apelidados de parolos no contexto nacional. Afinal a raiz está aqui, os outros é que deturparam a linguagem. E é disto que lisboa tem medo. Eles não sentem o fio do norte ou então tem vergonha das suas raizes. Tem medo de ser parolos. E enquanto assim for nenhuma candidatura será aprovada. Resta dizer... Viva a nação Galaica!

zixsix disse...

Texto digno de Post e não de comentário...

manda isso cá par fora;)

O Galaico disse...

Concordo em absoluto com tudo o que disse Sr. JMTinoco menos quanto ao nome.

O Douro faz parte integrante da Galécia original portanto não deveria ser GALAICO-DURIENSE mas apenas GALAICO.

Um Duriense é tão Galaico como um Portuense, Bracarense ou alguém da Corunha ou Santiago.

zixsix disse...

acabei de saber que as cantigas ao desafio no Alentejo tem nome próprio: Diz-se cantar ao BALDÃO!

e são usadas mais do que se pensa...