terça-feira, 19 de agosto de 2008

Nomes Galegos

O nome Galego é sinónimo de grosseiro, sórdido e brutal. O povo Português esqueceu as suas origens comuns com o galego, e a fidalguia a sua principal proveniência.

Nas províncias do Minho, Beira Alta e Trás-os-Montes chamam-se galegas às coisas fracas, pequenas ou pouco aproveitadas, como gado, linhos, frutas, legumes, roupas, etc.

Ou seja tudo o que era de carácter miúdo e nada majestoso era logo apelidado de galego devido à rivalidade entre Portugal a Espanha!

Alguns exemplos: couve galega (que é uma couve de natureza tosca) vaca galega (dá muito leite mas aguenta pouco os trabalhos de lavoura!) linho galego (era o linho mais fraco).
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In: Braga Teófilo, 1995 - O Povo Português nos Seus Costumes, Crenças e Tradições, volume I, 3ºedição; Portugal de Perto, Publicações Dom Quixote, Lisboa pag. 91

10 comentários:

Anónimo disse...

É normal que isso aconteça num estado dominado a partir de territorios que nunca foram galegos quer do ponto de vista etnico, politico ou outro qualquer.



SUEVO

JMTinoco disse...

A couve galega pode ser uma couve fraca, sem dignidade, mas ia à mesa do rei. E vai à minha mesa também. Nada como um caurdo de couves com feijões. Pena que esteja em extinção. Aliás no Minho existe já o MODECOGA- Movimento para Defesa da Couve Galega.

O Galaico disse...

A couve Galega ainda prolifera abundantemente a partir da periferia das cidades e adiante.

O célebre Caldo de couves ou, simplesmente as Couves sem a água do caldo às quais se junta azeite e alho é muitas vezes preparado em dias especiais e de reunião de família!

Como as coisas mudam! Antigamente o caldo era a base do dia a dia. A couve puxava em qualquer esquina e a batata ralada era do mais barato e facil de produzir. Por isso o caldo de couves era como o pão.. Presente em todas as mesas..

Hoje, como este manjar invoca tempos passados e memórias de infância, os mais velhos fazem-no quando recebem familiares ou em dias de festa.

Passou de comida tosca para um prato de festa..

Mas Galega foi o sempre e sempre será..

___

Para além disso, muito interessante o movimento pro couve Galega!!

Anónimo disse...

Falando de couves, neste país a couve galega está algo deslocada.

Já que se fala de couves, este país tem mais a ver com as alfaces, que até dão nome aos al-facinhas, afinal de contas não será assim tão inocente chamar al-facinhas aos habitantes da capital, a alface é mais fina precisamente em contraposição com os “galegos” do norte que tal como as couves homonimas eram considerados gente grossa, entroncada e rija.

Anónimo disse...

O ultimo comentario anonimo também é meu

SUEVO

Vixía disse...

Debo dizir, como galego, que é certo que a Galiza e os galegos forom degradados fóra da terra, especialmente na Espanha. Aínda que tamém a sua condiciom de segadores (ir à seitura), vendimadores e augadores puido ter suposto umha infravaloraciom em Portugal, ao se tratar de trabalhos de manuais e de força física, igual que agora son tristemente infravalorados os portugueses na Espanha.

Sobre o linho, tenho constáncia de que a Galiza foi umha potência produtora durante a Idade Moderna, sobretodo pola via do trabalho complementário aos labores da casa, ou domestic system. Para a sua elaboraciom, era necessário importar grandes quantidades de linho do Báltico, pois a produciom em solo galego nom era suficiente. Acho ser boa a sua qualidade, ainda que a sua venda nom fosse destinada prioritariamente ao comércio local por ser um tecido fresco, pouco apropiado para o clima galaico. O domínio do linho na primitiva industria moderna galega apenas foi freado pola irrupciom do algodom catalam, muito máis fácil para lavar e passar o ferro.

Sobre o gando, debo lembrar que a exportaciom a Inglaterra de bois para carne (equivalente à que se fazia dende Porto cos bois barrosans) foi umha das actividades máis importantes para a economia familiar galega ata fins do século XIX, quando foi impossibilitado polas medidas alfandegárias protecionistas espanholas, causa tamém dos problemas da indústria de conservas de peixe galega para comercializar os seus valiosos produtos em Europa nas décadas posteriores.

Vixía disse...

Pois aquí estou. Agradeço a sua invitaciom e felicito-o pola qualidade dos contidos do seu blog! Terá um lugar na minha listage de ligaçons.

Vixía disse...

Pois aquí estou. Agradeço a sua invitaciom e felicito-o pola qualidade dos contidos do seu blog! Terá um lugar na minha listage de ligaçons.

Anónimo disse...

E os ataques á nosa dignidade nacional só vos dan p´ra falar de couves?

Terei que pensalo a próxima vez que me bata cos putos españois cando desprezan calquera cousa que se relacione con Portugal...

O Galaico disse...

Ola caro compatriota Vixis.

Muito obrigado pelo seu elucidativo comentário.

E sempre bom ter a opinião vista pelos olhos de um irmão do Norte!