sábado, 9 de agosto de 2008

Novelas do Minho


Reflexo de uma região, são as Novelas do Minho em que Camilo Castelo Branco faz um retrato impiedoso do País.

O escritor viveu os últimos 26 anos em S. Miguel de Ceide (Vila Nova de Famalicão), é sobre as gentes minhotas e as suas paixões que se debruça.

Ele própio apaixonar-se-á pela terra de Ana Plácido - em Vinte Horas de Liteira chama mesmo ao minho «o espectáculo prodigioso que faz amar Portugal».

há um certo espirito do Norte presente na história do romance português do século XIX que Mário Cláudio explica numa penada.

«A grande tradição novelística dessa época tem uma atmosfera nortenha, porque o Norte era mais representativo, na altura, daquilo que podemos chamar de portugalidade» defende o escritor de 66 anos.

«Perante uma Lisboa toscamente cosmopolita e imitativa de Paris, o Norte continuava genuíno»
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Ruela Rosa, Revista Visão nº805, 7 de agosto 2008, pag. 89

3 comentários:

JMTinoco disse...

mas o norte e em especial o Minho continua s ser o paradigma da portugalidade. Foi no Minho que nasceu Portugal e daqui se expandiu. Anexamos outras terras, outros povos, outras cultiras, mas é na região galaico-duriense que se mantém o Graal portugues. Onde mais existe um povo que transformou as religões que falam de morte, sacrificio e dor, numa festa. Onde é que a Agonia é iluminada por pequenos sois que cintilam festivos nos peitos negros das mordomas e é anunciada com o ribombar de foguetes que até ao céu levam festa?

O Galaico disse...

Caro Zixsix.

Este posto é a essência do que este blogue pretente afirmar. Parabéns.

Sr. Jmtinoco, obrigado pela sua prosa virtuosa sempre bem vista especialmente quando tão bem pinta as nossas terras!

zixsix disse...

As principais tradições usos e costumes são do Norte.

Particamente em qualquer livro de etnografia e antropologia o norte é destacado.

No entanto, nos rpincipais orgãos de comunicação social, desde a televisão, revistas e jornais, pouco se fala do norte.

contudo a revista Visão desta semana que tinha destacado para a capa da revista uma reportagem a falar do Norte...

fiquei por um lado maravilhado e por outro triste pois o que mais caracteriza o norte tem vindo a perder-se.

ambandono e mecanização da agricoltura, exoduo rural, envelhecimento da população, e desertificação das aldeias mais caracteristicas do Norte!