quinta-feira, 24 de julho de 2008

Os verdadeiros Deuses Idolos!


Prostrados sobre muralhas, olhando para o vale com um orgulho firme e uma devoção apaixonada, a estátuas dos guerreiros Galaicos eram a maior homenagem possível a pessoas fora do vulgar.

Pelos seus feitos valorosos, papel na sociedade e vitórias em guerra, os nossos antepassados não eram esquecidos. Há 2500 a 3000 anos atrás, como forma de relembrar e inspirar (quiçá, proteger...) a tribo, talhavam-se em tamanho real, imagens deste individuo singular. As suas peripécias seriam transmitidas oralmente para todos os descendentes de modo a que nunca se perdessem os feitos gloriosos dos antepassados tribais.

Colocavam-se á entrada das muralhas para intimidar os inimigos. Tais sentinelas que atraiam a magia e inspiravam os povos castrejos a serem mais bravos e corajosos. A nunca esquecerem que eles eram capazes de vencerem qualquer inimigo.


Aquando rituais mágicos, as estátuas, que continham os espíritos aconselhadores, eram frequentemente visitadas. Nelas debruçavam-se os seus modestos filhos com perguntas, dúvidas e temores.

Não se aflijam! O vosso Deus ídolo sabe o que dizer. Sabe sempre o que precisam e consegue reconfortar.

Obrigado!

Depois vieram os Romanos. Atemorizados pelo poder e influencia destes seres Etéreos, derrubavam-nos e decapitavam-nos destruindo desta forma a maior fonte de energia e auto-confiança do inimigo. Como sempre, os infames invasores provavam não ter respeito nem consciência! Aí começo o declínio das únicas e verdadeiras divindades antropomórficas do Povo Galaico!


Hoje, milhares de anos depois, poderia pensar-se que estes Guerreiros de pedra descansavam em paz. Nada de mais errado!

Hoje, insultam-se como nunca e profanam-se as suas memórias com heresias cruéis! Estes valorosos antepassados, que devem a sua imortalidade de pedra a feitos nas batalhas são roubadas das nossas terras e levadas para lisboa onde são expostas nos museus da capital.

Os romanos disseram-no e está provado. Os Lusitanos guerrearam contra os Galaicos e foram expulsos da nossa terra. Quantas estátuas deveram a sua existência a lutas sangrentas contra esta etnia lusa que pretendia as nossas belas e ricas terras? Quantos morreram para ter o direito ao seu lugar no panteão de honra do castro do seus avós e bisavós? Ninguém o saberá...

No entanto, o que sabemos é que apesar disso tudo, roubam-nos os nossos ídolos passados, levam-nas para terras inimigas e dão-lhe alcunhas de "Guerreiros Lusitanos".


Que hediondo crime! Suprema falta de respeito e máxima ignorância. Tudo vale para criar a supremacia de um estúpido nacionalismo que se pensa ter de estar baseado na união total do território desde a criação do Universo!

Estes Guerreiros são nossos. São os nossos avós. Tinham os nossos nomes e nós temos o seu sangue!

1 comentário:

zixsix disse...

Guerreiros esquecidos pela sociedade e ostracizados pela nossa história!

Malditos doutores de Lisboa!